Mesmo com a sua semelhança ao Ilot Insalubre de Le Corbusier, de 1937, Golden Lane era claramente uma crítica ao zoneamento das quatro funções da cidade em Habitação, Trabalho, Lazer e Transporte opondo a essas funções as já mencionadas escalas da Casa, Rua, Bairro, Cidade. Em Golden Lane, a casa é obviamente a unidade famíliar, à função de rua esta reservada às ruas elevadas, em um sistema de galerias unilaterais de largura generosa elevadas no ar - streets in the air - de modo compreensível e realista, o bairro e a cidade eram vistos como domínios variáveis que ficavam fora dos limites de definição física.
Contudo os críticos aponta que mesmo matendo-se contra a "cidade funcional" do pós-guerra, os Smithson se prenderam em uma racionalização comparavel à dos antigos membros do CIAM. Por mais que as ruas elevadas se propusessem ao papel de quintais, a casa no ar nunca teria quintais semelhantes aos de uma casa em East End. A rua agora distânciada do solo, não conseguia desempenhar o papel de acomodar a vida em comunidade, e fomentar as relações. Outro ponto crítico seria o carater unilateral da rua, que enfatizava uma função de caminho em detrimento da permanência, a presença de residêndias de ambos os lados de uma rua do suburbio é claramente responsável pela movimentação social na mesma.